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Se há sítio para ouvir
Maison de mon rêve, é ao início da tarde, num vértigo de verdes, entre o pistácio e o menta. Afundar no sofá, rodeada de retratos envelhecidos, espelhos dourados, copo de café numa mão e políticas urbanas na outra. Reconheço entre mapas e referências locais, memórias recentes aplicadas à teoria. Com
Brazilian Sun no ouvido, sob o bulício do almoço, marcas nas paredes de slogans meio apagados, tentam-se agarrar aos poucos vestígios da sua ténue existência, sob o olhar atento das libélulas
deco, à luz floral pintada, no plano vítreo do tecto.
Subitamente, a pedra irregular desertifica-se, as antigas cadeiras de madeira com assentos multicolores assumem a presença à mesa e
Lhasa de Sala invade a sala. Duas sonoridades, tão díspares em tantos aspectos, mas tão apropriadas ao mesmo espaço
...ao momento
ou ao espírito?
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