Friday, September 15, 2006

DOWNSIDE


Acordo uma vez mais, ansiando pela manhã. As noites tornaram-se demasiado longas e arrastadas, longe da rotina a que me habituei. O tédio tornou-se uma constante, à medida que memorizo os contornos das rachas no tecto. As posições condicionadas pela elevação da perna, trazem, não só o estorvo de uma bota de gesso, mas também as dores constantes dos músculos que agora compensam o desiquilíbrio. Se há uma semana dizia que a única dor que sentia era na alma, hoje não é bem assim que descrevo. Recordo as palhaçadas nas fotos tiradas há 1 mês atrás, em que agora descrevo como os tempos em que era feliz e andava. Resta-me aguardar... aguardar que a dor passe, aguardar que conquiste mais mobilidade, aguardar que volte a sair, aguardar por melhores dias, enquanto vejo as mudanças ocorrerem sem nada poder fazer para as travar.
12 Setembro 06

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